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MeepleBR / Blog Meeple / Resenha / Terraforming Mars – resenha (parte 2)
  • Por: Adriana Lemos
  • Publicado em: 15 de julho de 2020

Polêmicas

No segunda parte de sua análise, a primeira pode ser encontrada aqui, a Adriana Lemos traz para a gente as principais polêmicas envolvendo o Terraforming Mars.

Além disso, ela apresenta para nós o modo solo do jogo e suas principais características.

Terraforming Mars é um eurogame?

O jogo harmoniza muito bem uma série de mecânicas como seleção de cartas, gestão de mão, colocação de peças e habilidades diferentes por jogador. Apesar das várias mecânicas, as regras não são complicadas. No seu turno você pode executar até 2 ações. Você escolhe sair da geração quando acabarem suas possibilidades de ação ou quando achar mais adequado, independente de ter ações disponíveis para executar. Para baixar cartas ou realizar ações basta pagar seu custo em megacréditos ou recursos equivalentes. Ao fim de cada geração todos os jogadores produzem seus recursos e recebem megacréditos de acordo com seu IT.

A compra de cartas no escuro – quando jogado no modo básico – e a predominância do combo de cartas faz algumas pessoas não o considerarem um euro, apesar do gerenciamento de recursos diversos que o jogo traz. O número máximo de jogadores também não é óbvio, 5 jogadores. Quem está acostumado a jogos mais pesados sabe que o número mágico é 4. Além disso, o tema está presente no jogo, sobretudo nas cartas que dão uma ambientação bacana em seus textos e nos efeitos que produzem, mostrando que houve um cuidado do designer com o tema.

O jogo é longo – dependendo do número de jogadores uma partida pode durar de 1:30 a 3h – e muito estratégico, porém não causa cansaço, muito pelo contrário, ele prende sua atenção a partida inteira, pois uma jogada errada pode fazer o participante deixar de ganhar muitos pontos e a leitura de mesa na colocação de peças no tabuleiro e na corrida para os marcos é fundamental. Outro aspecto que prende o jogador é ver a progressão da estratégia nas cartas baixadas.

Tem sorte ou não?

Uma das melhores justificativas para provar que no jogo não há predominância de sorte é que quanto mais você é experiente, conhece as cartas e estuda as estratégias das corporações, maior sua chance de ganhar . A maioria das pessoas com quem já joguei tinha muito menos partidas do que eu. Contra esses jogadores eu ganhei com vantagem a maioria das partidas. Além disso, o jogo sugere o uso do draft para mitigar ainda mais a sorte na compra das cartas.

Jogar com draft ou sem draft?

O jogo traz a possibilidade de seleção de cartas do jeito tradicional, onde você compra 4 cartas aleatórias por rodada e escolhe com quantas quer ficar pagando 3 megacréditos por cada ou você pode jogar em draft, comprando 4 cartas, escolhendo uma e passando sua mão para o jogador do lado. Vale muito a pena jogar com o draft de cartas, pois é possível equilibrar mais a compra de cartas à sua estratégia de jogo. Essa variante estende o tempo da partida, sendo recomendado quando todos os jogadores já conhecem as regras. E proporciona mais interação entre os participantes e, consequentemente, mais meios de atrapalhar as jogadas dos outros.

Modo solo

O jogo tem um modo solo desafiador e bem elaborado, que mantém a experiência e tornando-o um dos melhores jogos para se jogar sozinho disponíveis no mercado. O desafio é terraformar Marte em apenas 14 rodadas. Isso faz com que haja uma corrida para subir os parâmetros globais a tempo e a pontuação final seja o menos importante. Com o passar das partidas é legal tentar superar a própria pontuação e finalizar o processo em menos rodadas, mostrando a evolução da estratégia.

Adriana Lemos

Carioca perdida em São Paulo trabalhando na Playeasy há 8 meses. Jogadora de board game há 10 anos. Puxa saco do Pfister. Invicta em partidas de Terraforming Mars em solo paulista. Não come animais. Nunca recusa brownies.

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