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  • Por: Márcio Botelho
  • Publicado em: 1 de julho de 2020

Competir ou cooperar?

Existem muitas formas de dividir os jogos de tabuleiro modernos. Podemos pensar em uma divisão baseada em temas – ficção cientifica, horror, fantasia e outros – , em mecânicas – drafting, alocação de trabalhadores, gestão de mão -, em categorias como eurogame e amerigame e mais uma infinidade de divisões possíveis.

Uma das que mais me chama a atenção é a divisão entre os jogos competitivos e os cooperativos.

A busca pelo mais forte

A competição é um conceito simples para a maioria das pessoas. Competir é a base dos principais eventos esportivos, do mercado financeiro e de um sem fim de atividades cotidianas.

Jogos competitivos, como Cidades Submersas, Draftossaurus, Azul e Carcassonne, levam os jogadores a participar de uma disputa. Vence quem tiver a melhor estratégia, a maior sorte ou um misto das duas.

Esse é um conceito bem simples e fácil de entender, o que explica porque diversos jogos festivos, como Loser, Dixit e Icecool, partem da competição como aquilo que vai sustentar a interação entre os jogadores.

Prós e contras dos competitivos

A disputa entre os participantes talvez seja a parte mais atrativa de um jogo competitivo. A sensação de superar os adversários e ser o melhor é incrível.

E para aqueles que gostam de ver o mundo pegar fogo, jogos competitivos também são uma boa opção caso se esteja perdendo: você pode estimular a intriga e as disputas entre os participantes, fazendo com que o caos impere.

Todavia nem tudo é perfeito em jogos desta seara.

A competição criada pelos jogos pode ser muito estressante para alguns participantes, posto que algumas pessoas se consideram muito competitivas e capazes de agir de forma bastante assertiva durante uma partida.

Além disso, quando pensamos em crianças pequenas, a questão de saber ganhar e saber perder também pode ser um problema em alguma medida.

Unidos venceremos

Cooperar é essencial para a nossa espécie. Sozinho o ser humano é fraco e praticamente indefeso. Ao nos unirmos, no trabalho, na comunicação e nos nossos lares, somos capazes de sobreviver e prosperar.

Um jogo cooperativo, como Fire Team Zero, CO2: Segunda Chance e Gloomhaven, parte do pressuposto que a união faz a força, levando os jogadores a agirem como um time, coordenando as ações para poderem superar desafios.

Existem jogos cooperativos para iniciantes, como Bandido e One Key, mas eles existem em número menor que aqueles que investem em uma dinâmica competitiva.

Prós e contra dos cooperativos

A vitória compartilhada entre os amigos é uma coisa maravilhosa. Quanto mais difícil a conquista, maior vai ser a comemoração ao final da disputa. E caso você e seus amigo percam, tudo bem. Um poderá apoiar o outro na derrota.

Outro aspecto positivo é que estes jogos são muito bons para além dos usos lúdicos, como em treinamentos corporativos ou na sala de aula, sendo úteis para desenvolver os laços entre os membros de uma equipe e a liderança.

Entre os problemas dos jogos cooperativos, encontram-se o fato de que muitos deles não geram o mesmo engajamento que os jogos competitivos, assim como o fato de que, às vezes, gerarem algum grau de frustração devido a derrota ser fruto não da genialidade do adversário, mas das falhas de nossa equipe.

 

 

Eu pessoalmente curto mais o estilo cooperativo, o que eu atribuo ao fato de ter começado minha carreira nerd nos RPG’s, um tipo de jogo onde a cooperação é fundamental.

E você, minha cara leitora, meu caro leitor: prefere os jogos competitivos ou os cooperativos?

Diz aí nos comentários!

Márcio Botelho

Raça: Humano. Alinhamento: caótico e bom. Classes: Historiador 6, Crítico literário 4 e Nerd 10. Dando aquela lida no manual do Maracaibo.

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